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ANALISE: RESIDENT EVIL 2

Para quem não conhece a história, RE2 conta a saga da dupla Leon Kennedy, um policial novato a caminho de seu primeiro dia de trabalho em Raccoon City, e Claire Redfield, uma jovem que vai para a cidade descobrir o paradeiro de seu irmão Chris, um dos heróis do primeiro game.

por Mauricio

Publicado em 23/06/2021

Para quem não conhece a história, RE2 conta a saga da dupla Leon Kennedy, um policial novato a caminho de seu primeiro dia de trabalho em Raccoon City, e Claire Redfield, uma jovem que vai para a cidade descobrir o paradeiro de seu irmão Chris, um dos heróis do primeiro game.

Infelizmente, os dois se conhecem na pior circunstância possível: um ataque de mortos-vivos que transformou a cidade em um pandemônio.

Após serem separados e em busca de abrigo, cada um segue para a delegacia de Raccoon, onde acabam se envolvendo em um mistério envolvendo armas biológicas e a sombria empresa que controla todos os aspectos da cidade, a Umbrella Corporation.

Nesta nova versão, RE2 diz adeus aos ângulos de câmera fixos e controles de tanque e olá a um sistema de movimentação e combate semelhante ao de Resident Evil 4 e seus sucessores, com a visão em terceira pessoa por cima do ombro do personagem.

Desta vez, porém, a Capcom encontrou um ótimo meio termo entre as mecânicas de combate dos jogos de ação com o survival horror: como no RE2 clássico, há um número relativamente limitado de munição para suas armas espalhados pela delegacia e seus arredores.

Embora o jogo seja bem mais leniente quanto à quantidade de balas em relação ao original, é preciso sempre estar de olho no quanto você tem de sobra, já que inimigos essencialmente nunca derrubam munição, e combinar frascos de pólvora é a outra forma de conseguir manter suas armas carregadas.

Por isso, como nos primeiros jogos da série, muitas vezes a melhor estratégia é evitar disparar um tiro, desviando dos zumbis na hora certa ou atraindo-os para longe para abrir o espaço necessário para fugir sem ser mordido.

Isto forma um excelente equilíbrio entre os dois estilos de Resident Evil pelos anos, com mecânicas de tiro satisfatórias misturadas com o gerenciamento de recursos e equipamentos de um survival horror clássico.

Resident Evil 2 também encoraja exploração, e a delegacia de Raccoon – e o que está conectado a seus arredores – é um ambiente rico e cheio de segredos a serem descobertos.

Para isso, porém, o jogador deve se aventurar em salas e corredores inóspitos, cheios de monstros que tem como principal objetivo devorar suas entranhas.

Relacionado a isso, uma das melhores – e mais estressantes – mudanças em relação ao original é a expansão do papel da criatura Mr. X (aqui conhecido apenas como Tirano, ou Tyrant).

Enquanto ele era um inimigo ocasional nas campanhas B do jogo de 1998, agora ele é uma presença recorrente, que perambula pelo prédio em diversos momentos da história.

E ele não para de te perseguir.

Você pode até tentar derrubá-lo, mas é inútil porque ele só vai se levantar e imediatamente seguir em seu encalço.

E a qualquer sinal de que você está próximo – como o disparo de uma arma, por exemplo -, só o leva direto para sua direção.

Isso cria uma das experiências mais tensas que lembro de ter jogado nos últimos tempos, tentando cumprir os objetivos e seguir com a história ao mesmo tempo em que tentava ao máximo não atrair a atenção do monstro.

É uma experiência intensa, e só me fez pensar que talvez tenha sido o mais próximo que um jogo tenha chegado de recriar a tensão de O Exterminador do Futuro.

Não é possível falar do remake sem mencionar os gráficos.Por meio da RE Engine, a Capcom recriou o mundo de Raccoon City em detalhes estonteantes e horripilantes.

Dos modelos à iluminação e detalhes de cada área, a ambientação da delegacia é extremamente rica, mostrando a devastação e os horrores de Raccoon City sem precisar dizer explicitamente – e ainda fazendo referência a diversas salas icônicas do game original.

Os gráficos também retratam de maneira incrível a brutalidade da ação do jogo. Cada tiro na cabeça deforma os zumbis, ao ponto que os que conseguem sobreviver a muitos disparos ficarem totalmente desfigurados, com uma massa de carne e sangue no seu lugar.

Braços e pernas atingidas podem derramar sangue e lentamente se desprender de seus donos, e explosões simplesmente dilaceram corpos.

Isso sem falar nas mutações e criaturas relacionadas ao G-Virus, que dão um aspecto cronenbergiano a tudo.

Infelizmente nem tudo é perfeito, e o jogo peca em alguns aspectos. Admito que algumas críticas vêm da perspectiva de um fanboy que gostaria de ver suas cenas favoritas recriadas com maior fidelidade: A sequência de abertura, por exemplo, em que Leon/Claire atravessam as ruas de Raccoon City até chegar à delegacia – um dos meus inícios favoritos de um game – foi significativamente reduzida no remake.

Outros, porém, são mais graves: assim como no original, após completar a campanha principal de um dos protagonistas, o jogador desbloqueia a secundária do outro, conhecido aqui como Segunda Jornada.

Em teoria, eles funcionam como os “Scenario B” dos game de 1998, complementando os eventos do que aconteceu com um personagem durante a aventura do outro.Em teoria.

Enquanto no game original, em que este modo trazia chefes e momentos diferentes da campanha “A”, a Segunda Jornada é essencialmente a mesma história deste personagem em sua narrativa principal, com alguns quebra-cabeças com soluções diferentes.

De resto, tudo acontece mais ou menos na mesma sequência, o que faz com que todo o modo pareça supérfluo, já que as histórias não se complementam.

Ao contrário, elas até acabam se contradizendo, já que Leon e Claire enfrentam as mesmas criaturas em sequência parecida, e personagens repetem as mesmas ações e tem destinos bem diferentes dependendo de cada campanha.

Divulgação/Capcom

É possível que existam vários motivos para isso, de tempo de desenvolvimento a financeiro, mas é uma pena que o jogo de 2019 não tenha implementado algo que a versão de 1998 conseguiu adaptar tão bem.

Tudo isso acabou dando um gosto final um pouco amargo à experiência da análise do game, mas ainda assim, Resident Evil 2 é um remake como poucos, que consegue trazer e misturar diferentes elementos da série para criar uma experiência que deve agradar fãs da série, de games de horror, e até do gênero de ação.

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