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Crítica ao novo Filme de Resident Evil

Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City parece um filme feito por fãs não apenas trazer todas as referências possíveis e inimagináveis aos jogos, mas por carregar o mesmo nível de qualidade amadora de muitos desses projetos caseiros. Como dito, uma boa adaptação não precisa apenas saber lidar com o material original, mas fazer um bom cinema para começo de conversa.

por Mauricio

Publicado em 06/12/2021

Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City parece um filme feito por fãs não apenas trazer todas as referências possíveis e inimagináveis aos jogos, mas por carregar o mesmo nível de qualidade amadora de muitos desses projetos caseiros. Como dito, uma boa adaptação não precisa apenas saber lidar com o material original, mas fazer um bom cinema para começo de conversa.

Nesse sentido, o longa é ruim de dar pena. Como se não bastasse o roteiro não colaborar em nada, as atuações são de medianas para baixo. O Chris vivido pelo ator Robbie Amell — primo de Stephen Amell, de Arrow — até lembra a versão dos games, mas ele não consegue entregar nada muito além do dramalhão barato com sua irmã, Claire.

Aliás, a personagem vivida por Kaya Scodelario (Maze Runner) é a grande protagonista do filme, mas é sofrível acompanhar suas caras e bocas. Ela tenta trazer essa carga dramática para a trama, ligando o seu passado com as atividades ilícitas da Umbrella, mas ela não consegue ir muito além da canastrice e das frases de efeito. Dá até saudade de quando os personagens não falavam nos videogames.

E falando em personagem canastrão, o William Birkin de Neal McDonough lembra muito os vilões clássicos de filmes de jogos dos anos 1990, com direito a discurso de bandido no final, mesmo que isso não faça o menor sentido para a história. Ele aparece pouco no roteiro, muito mais como o cientista que quer fugir com a família. Contudo, ao ser encurralado e se contaminar para sobreviver, ele decide entrar no modo vilão infantil e discursar sem propósito só para demarcar como ele é alguém ruim — como se o fato de ele ter virado um monstro gigante não fosse o suficiente.

A melhor coisa do filme é a dinâmica entre Albert Wesker (Tom Hopper) e Jill Valentine (Hannah John-Kamen), que conseguem entregar diálogos divertidos e ter um mínimo de carisma para que você se importe com eles. Não é nada excepcional, mas o suficiente para você não ficar torcendo pelos zumbis.

E todas essas atuações mequetrefes dão a Bem-Vindo a Raccoon City um clima de filme B enorme, que se torna ainda mais aparente na própria cinematografia. São imagens granuladas que parecem ter sido feitas em um celular ou cenas em que vai sendo dado um zoom sem propósito nos personagens e que só deixa as coisas ainda mais canastronas. E, levando em conta que o diretor Johannes Roberts tem duas décadas de experiência com esse tipo de cinema mais trash, não dá para dizer que isso não era esperado.

Vergonha alheia

Para quem achava que os filmes de Paul W. S. Anderson eram ruins porque não eram fiéis aos videogames, Bem-Vindo a Raccoon City vem para mostrar que o problema nas adaptações da Sony é bem mais complexo do que isso. Você pode inundar a tela de referências, menções e visuais que remetam aos jogos, mas nada disso vai adiantar se não houver um comprometimento básico de fazer um filme bom.

E, sinceramente, isso não é difícil. Mais do que “Itchy, tasty”, “sanduíche da Jill” ou cosplayers correndo por cenários idênticos aos games, uma adaptação precisa pegar a história dos jogos e fazer aquilo funcionar em duas horas. Um roteiro de cinema é um quebra cabeça em que todas as peças têm que estar conectadas e que conduzam o espectador por uma trama que faça sentido e que tenha começo, meio e fim.

O novo Resident Evil, porém, se preocupa tanto em ser fiel àquilo que ele acha que o público quer ver que se esquece do básico. Ele parece aquele fã mais entusiasmado que começa a falar sobre todos os nuances, detalhes e reviravoltas da série, mas que se esquece de dizer qual o cerne central da coisa toda. Ao tentar inserir todas essas menções aos games, ele se esquece de que, acima de tudo, foi a história e o desenvolvimento de seus personagens que conquistaram o público durante todo esse tempo — e não tem easter egg que consiga substituir isso.

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